Era meu melhor amigo, mas hoje somos bons desconhecidos. Dois adultos que não sabem viver sem se esbarrar, sem desviar os olhares. Que conversam no silêncio, na distância, na mudança de vida, na troca de amores. Somos apenas duas crianças que não aprenderam que para seguir em frente, com quem quer que seja, é preciso perdoar. Não se pode ser apenas um quando os nós não foram desatados. Mesmo que nada mais de nós realmente importe, é preciso saber olhar nos olhos e dizer tchau, para que finalmente possamos dizer olá, sem medo.
