Felicidade não é ter, é ser!

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Ser surpreendido. Uma das coisas das quais mais admiro. São esses pequenos detalhes que me encantam e eu vejo a ternura do verdadeiro sentimento.

- Ele disse que me ama, Otimizei.   (via otimizei)

Se eu errar que seja por muito, por amar demais, por me entregar demais, por ter tentado ser feliz demais.

- Clarice Lispector.     (via otimizei)

(Source: des-centralizar)

(Source: allaboutthesubtlethings)

May 6

Um novo caminho
Um outro dia
Aprender a andar sozinha

O que me fortalece
É ver o sol nascer
Quando em uma prece
Eu só peço para esquecer

May 6

Era meu melhor amigo, mas hoje somos bons desconhecidos. Dois adultos que não sabem viver sem se esbarrar, sem desviar os olhares. Que conversam no silêncio, na distância, na mudança de vida, na troca de amores. Somos apenas duas crianças que não aprenderam que para seguir em frente, com quem quer que seja, é preciso perdoar. Não se pode ser apenas um quando os nós não foram desatados. Mesmo que nada mais de nós realmente importe, é preciso saber olhar nos olhos e dizer tchau, para que finalmente possamos dizer olá, sem medo.

May 6

Eu não me importo com o seu relógio com os ponteiros sempre atrasados. Não me importo com os bares e lugares que você escolhe. Eu já não te espero, nem te acompanho. Não me importo com as vírgulas mal empregadas e as frases que você não sabe formular. Não aguardo nenhuma mensagem, nenhuma carta num corpo de e-mail. Não me importo se o telefone não toca, se nenhum alerta pisca. Não espero resposta. E para mim não faz diferença se você se importa, não há nada de novo nisso.

May 6

De repente o amor acabou. Cigarros acesos e copos com uísque sobre a mesa. As palavras eram desnecessárias, a tua embriaguez e o meu estado de torpor dispensavam qualquer outro gesto, nada era mais claro do que o desejo de ir embora. Não era o começo de uma nova história, mas todas as fases atropeladas do nosso caso antigo. Uma garrafa, um cinzeiro e desejos calados ao nosso redor. O amor era veneno, era tortura a cada tragada. O amor naquela noite era insensatez, era passar horas em claro esperando amanhecer, por não saber como sair, não ter para onde ir… Era não aceitar o fim que estava ali escancarado. Nossas mãos estavam distantes e não queriam se entrelaçar; os pensamentos também. Acabou, acabou! O amor em todas as suas substâncias se foi, só para não nos deixar dormir. Era tormento encarar o tic-tac do relógio, e o barulho do meu salto era pesadelo… Era querer acordar da realidade e ao mesmo tempo querer encará-la. Era paradoxo. Nosso amor se dissolveu no conteúdo etílico, virou fumaça nas nossas bocas.

As únicas coisas que podíamos compartilhar naquele momento eram a mesa de centro e a solidão, tão certa quanto as vinte bitucas que contei enquanto o tempo passava. Um copo se quebra para mexer no silêncio quase intacto. Eu tento juntar os cacos e me corto. Meu dedo sangra. Você se levanta e, sem nada a dizer, prepara outro drink, enquanto eu faço um curativo. O amor corta, e não há o que fazer a não ser esperar a próxima dose. O amor se estilhaça no chão e deixa seu líquido impregnado no tapete que ninguém quer trocar. A nódoa permanecerá ali, os vidros despedaçados também, e eu não vou querer tocar em nada, vou pedir para alguém limpar, dedetizar tudo, tirar o teu amor da minha sala de estar, pensei. Eu queria me retirar dali, mas estava em minha casa. Como me livrar da tua presença? Seria indelicadeza da minha parte te expulsar. Eu desejava te deixar ir quando ninguém acordasse, pois eu sei que passaríamos a noite com os olhos abertos, como se já tivéssemos previamente pactuado isso entre nós; era parte do nosso tácito acordo. Já era quase dia, faltava apenas uma palavra e a coragem de te botar para fora. Adeus era suficiente.

Subo as escadas, vou ao meu quarto… o amor não estava lá. Nem no banheiro, nem no corredor. Desço até a cozinha, vou até a área de serviço, mas não, o amor não habitava mais nenhum cômodo da minha casa, nem mesmo se escondia. Só havia vestígios nos nossos copos e na minha sala. Ele não queria ficar. Precisava, definitivamente, migrar dali. Mas você continuava no mesmo lugar, deitado no meu sofá, fedendo à tabaco, com a cara inchada e os olhos vermelhos. Seis horas da manhã, já bebemos demais, já nos intoxicamos, ficamos silentes por muito tempo. Ninguém morreu de overdose, porque amor não mata. Um dia apenas deixa de surtir efeito, de tanto que insistimos. Resta-nos a procura por outras drogas, outros vícios, porque sabemos que o nosso sentimento era plenamente substituível, que era droga barata. Então, você calçou os sapatos e nos despedimos com um último brinde, um último trago, a última dose de sentimento que não se ressente. Hoje estamos embriagados, completamente empanturrados de amor amargo. E amanhã, nada mais do que ressaca.

May 6

Não preciso que ninguém me iluda. Quando se trata de ilusão, sou auto suficiente.

- Marcella Fernanda (via acasodoerro)

May 6

(….) Então eu continuo andando, reto. Ouço sua voz e diminuo o passo, ainda te gosto tanto. Mas continuo reto. Um dia vou estar longe demais pra te ouvir. E é por isso que eu não paro. Que se dane nosso fim, meio, começo. Quero meu recomeço, e só.

- Marcella Fernanda (via t-r-a-n-s-b-o-r-d-a-n-d-o)

May 6

vitoriac013:

A vida é assim, de pernas pro ar. Quando você acredita que uma coisa vai ser pra sempre, ela termina. Você jura que não quer se envolver e nem criar nenhum tipo de expectativa, mas já tá pensando em como ele vai ser um bom pai e um filho de vocês teria o cabelo bonito. Você desiste mil vezes, antes de desistir de vez. Você cuida tanto pra não magoar alguém e, de repente, ela que te machuca.

May 6

Naquela noite eu devia estar sendo leiloada e esqueceram de me avisar. Já me explico. Trajeto casa de uma amiga-boate, paramos num barzinho, tava cedo. Sem perder tempo, o primeiro carinha da noite já veio me entediar. O nome dele eu nem lembro, mas posso te falar horas sobre o carro do sujeito. Não entendo nada de carro, mas decorei até a placa, de tanto que o mala repetia, enquanto eu tentava sair estrategicamente. O motor era o melhor, a roda era a melhor, carro caríssimo, pintura personalizada, se eu ganhasse dez centavos toda vez que ele falasse “O meu carro”, eu poderia ter comprado aquele bar. E eu desejando, do fundo do meu coração, que as quatro rodas estourassem naquele momento. Que preguiça. Saímos com pressa, chegamos na boate e encaramos a fila. Mas eu ter paz naquele dia era pedir demais, então claro, não podia ficar tranquila enquanto esperava. O segundo carinha tinha casa até no inferno. O pai era empresário, a mãe socialite, tinha mil cachorros de raça pura, alguns carros, casa de três andares, piscina, trezentas suítes e banheiros… juro que ele descreveu. Pegou alguma coisa sem importância da carteira, só pra eu ver o dinheiro. Ele falando sem parar sobre todos os milhares de bens materiais que ele tem espalhados pelo mundo e eu só conseguia ver uma placa escrita “Babaca” em vermelho, piscando em neon em cima dele. Hoje estavam todos decididos a monologar comigo, não foi difícil notar. Enfim, entramos. Não demorou muito até chegar o terceiro. “Quer quantos baldes? O que você quer beber? É só falar! Quer camarote?” Não consegui mais esconder minha abominação. Tava extremamente incomodada e já tinha gastado toda a minha paciência. “Meu filho, olha bem pra mim e me responde: Tô na esquina?” Ele riu, achou que fosse alguma piada “Não, por que gata?” Aquele ‘Gata’ me deu nos nervos. “Ótimo! Porque eu não sou puta, achei que isso tava um pouco confuso pra você!” Fui grossa, foi merecido. Ele saiu, sem graça, fiquei leve. Naquela noite foi excessivo, mas isso é mais normal do que “Bom dia” nos dias de hoje. Aliás, rola mais do que “Bom dia”, diga-se de passagem. Sempre me sinto mal, dessa vez, queria registrar meu nojo. Não pelos imbecis que já se apresentam mostrando o nome no cheque. Mas pelas “mulheres”, que se achando muito espertas, aceitam, gostam e estimulam esse tipo de comportamento lamentável e triste. Uma pena seu valor ser uma etiqueta nas costas, sujeita a negociação. Uma pena eu ter que ser negociada, porque vocês tão na vitrine.

- (Não estou à venda - Marcella Fernanda)